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ACN lança campanha urgente para salvar vidas no Sudão do Sul

O pais esteve mergulhado numa guerra civil até 2020. Cessado o conflito, a violência e miséria permanecem

Há 29 dias - por Márcio Martins (ACN-Brasil)
Sudão do Sul: pior crise alimentar da história
Sudão do Sul: pior crise alimentar da história (foto por Médicos sem fronteiras)

A fundação pontifícia ACN – Ajuda à Igreja que Sofre lança uma campanha de auxílio urgente para o Sudão do Sul. O país africano atravessa uma crise pós-guerra civil sem precedentes, com inflação que extrapolou 800% em um único mês, mais da metade da população vive em pobreza absoluta - com expectativa de vida de apenas 57 anos - e 70% da população é analfabeta.

 “A miséria e a guerra atravessam a vida desse povo, e quando pensamos nas crianças, a tragédia torna-se ainda pior, são mais de 600 mil crianças em desnutrição aguda. Um terço das escolas foi destruída durante a guerra. E o pior, um dos maiores crimes da humanidade acontece no Sudão do Sul: as crianças-soldados. Já são mais de 15.000 crianças-soldados que muitas vezes são drogadas, forçadas a cometerem assassinatos e até mesmo a praticar canibalismo com suas vítimas. Nós temos a solução para salvá-los de uma tragédia ainda maior, desde que possamos contar com o apoio de nossos benfeitores”, enfatiza o assistente eclesiástico da ACN-Brasil, Frei Rogério Lima.

 O país esteve oficialmente em guerra civil até 2020. No entanto, os massacres, a violência e a miséria continuam. De acordo com a ONU, o Sudão do Sul vive agora a pior crise alimentar de sua história. Para as famílias que ainda têm emprego, o salário muitas vezes é suficiente apenas para comprar pão. “Infelizmente essa situação de fome, miséria e guerra tem sido tratada com indiferença por muitos, mas não pela Igreja Católica. Em 2019, o próprio Papa Francisco chegou ao ponto de se ajoelhar e beijar os pés do líderes sul-sudaneses, pedindo que eles trabalhassem pela paz”, relembra Frei Rogério.

 A campanha de auxílio urgente para o Sudão do Sul visa manter uma ajuda por meio dos catequistas. Eles são verdadeiros líderes comunitários formados por sacerdotes e religiosas que permanecem no país, também ajudados pela ACN. Muitas organizações humanitárias foram forçadas a sair do Sudão do Sul por causa da violência, mas a Igreja permanece lá. Os sacerdotes, religiosas e catequistas permanecem mesmo em tempos de guerra e miséria.

 Segundo o Frei Rogério, são os catequistas que muitas vezes percorrem dezenas de quilômetros para visitar as comunidades afastadas e, agora, é o momento de nos juntarmos nessa jornada. “Eles não nos pedem conforto, eles dormem no chão e moram em uma cabana sem energia elétrica ou água encanada; eles não nos pedem casa, pedem uma bicicleta para que possam chegar a mais comunidades distantes; eles não nos pedem roupas, nos pedem comida para que possam sobreviver e partilhar um pouco com os que têm menos do que eles. E mais do que tudo, eles querem levar a Palavra de Deus e a ajuda social a mais comunidades que vivem em extrema miséria”, enfatiza Frei Rogério.

Mais detalhes sobre a Campanha e informações de como apoiar na página da ACN-Brasil: https://www.acn.org.br/sudao-do-sul-ajuda-emergencial/

  

Sobre a ACN (Ajuda à Igreja que Sofre)

A ACN (Ajuda à Igreja que Sofre) é uma Fundação Pontifícia que auxilia a Igreja por meio de informações, orações e projetos de ajuda a pessoas ou grupos que sofrem perseguição e opressão religiosa e social ou que estejam em necessidade. Fundada no Natal de 1947, a ACN tornou-se uma Fundação Pontifícia da Igreja em 2011. Todos os anos, a instituição atende mais de 5.000 pedidos de ajuda de bispos e superiores religiosos em cerca de 130 países, incluindo: formação de seminaristas, impressão de Bíblias e literatura religiosa - incluindo a Bíblia da Criança da ACN com mais de 51 milhões de exemplares impressos em mais de 190 línguas; apoia padres e religiosos em missões e situações críticas; construção e restauração de igrejas e demais instalações eclesiais; programas religiosos de comunicação; e ajuda aos refugiados e vítimas de conflitos.

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