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Arquidioceses alertam para golpes com uso de nomes de arcebispos em aplicativos de mensagem

Criminosos utilizam WhatsApp e pedidos via Pix para enganar fiéis; Igreja orienta verificação em canais oficiais

Há 21 horas - por da redação com Vatican News
Da esquerda para a direita, dom Paulo Jackson (Arquidiocese de Olinda e Recife), dom Gregório Paixão (Arquidiocese de Fortaleza) e dom Carlos Alberto Breis (Arquidiocese de Maceió). Os três prelados tiveram suas imagens utilizadas indevidamente por golpis
Da esquerda para a direita, dom Paulo Jackson (Arquidiocese de Olinda e Recife), dom Gregório Paixão (Arquidiocese de Fortaleza) e dom Carlos Alberto Breis (Arquidiocese de Maceió). Os três prelados tiveram suas imagens utilizadas indevidamente por golpis

Uma série de tentativas de fraude envolvendo nomes de arcebispos tem mobilizado a Igreja Católica e autoridades nos últimos dias. Criminosos estão utilizando perfis falsos em aplicativos como o WhatsApp para se passar por lideranças religiosas e solicitar transferências via Pix.

Entre os casos recentes estão situações envolvendo Dom Paulo Jackson, Dom Gregório Paixão e Dom Carlos Alberto Breis. As arquidioceses confirmaram o uso indevido de imagens e nomes dos bispos para tentar enganar fiéis, colaboradores e pessoas próximas.

As abordagens seguem um padrão semelhante. Os golpistas utilizam fotos reais dos arcebispos e entram em contato com pedidos considerados urgentes. O argumento mais frequente é a necessidade de recursos para aluguel de ônibus ou apoio a atividades pastorais, com solicitação de transferência imediata.

As arquidioceses envolvidas divulgaram orientações oficiais. Segundo as notas, bispos não solicitam doações ou valores por mensagens diretas. Qualquer arrecadação institucional ocorre apenas por meios formais, com identificação clara e canais oficiais.

As instituições também informaram que os casos foram encaminhados às autoridades policiais para investigação.

Prática recorrente

Esse tipo de fraude não é isolado. Registros indicam que a prática vem sendo repetida nos últimos anos, com diferentes lideranças religiosas sendo utilizadas como alvo.

Em 2025, o nome de Dom José Carlos Souza Campos foi utilizado para envio de boletos falsos. No mesmo período, Dom Luiz Fernando Lisboa também teve sua imagem usada em tentativas semelhantes.

Casos semelhantes já haviam sido registrados em 2020, quando Dom Manoel Delson foi alvo de criminosos que solicitavam dinheiro com a justificativa de apoio a jovens em formação religiosa.

Orientação aos fiéis

A recomendação das arquidioceses é que qualquer pedido de dinheiro recebido por redes sociais ou aplicativos seja tratado com cautela. Mesmo quando a mensagem aparenta vir de uma autoridade religiosa, é necessário confirmar a veracidade da informação.

A orientação inclui bloquear o número, denunciar o perfil na plataforma e entrar em contato com a cúria ou canais oficiais da Igreja para verificação.

As autoridades também reforçam que a atenção dos usuários é fundamental para evitar prejuízos e interromper a ação de criminosos que utilizam a fé e a confiança das pessoas como estratégia de fraude.

O alerta se soma a um cenário mais amplo de golpes digitais no país, indicando a necessidade de maior conscientização e verificação antes de qualquer transação financeira.

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