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“Como pastor, não posso ser a favor da guerra”, afirma Papa Leão XIV

Em conversa com jornalistas, pontífice defende cultura de paz, critica violência e aborda migração, pena de morte e unidade da Igreja

Há 3 horas - por redação com CN Notícias
Papa interage com os jornalistas   (@Vatican Media)
Papa interage com os jornalistas (@Vatican Media)

O Papa Leão XIV afirmou que a Igreja não pode apoiar conflitos armados e reforçou a necessidade de promover uma cultura de paz. A declaração foi feita durante entrevista a jornalistas no voo de retorno a Roma, após viagem apostólica à África.

Ao responder perguntas sobre conflitos internacionais, o Papa destacou que a guerra não pode ser considerada solução. Segundo ele, a prioridade deve ser a proteção de vidas, especialmente de civis.

“Como pastor, não posso ser a favor da guerra”, afirmou.

Defesa da vida e do diálogo

O pontífice mencionou os impactos humanitários dos conflitos, com destaque para a morte de inocentes. Ele reforçou que a busca por soluções deve passar pelo diálogo e pelo respeito ao direito internacional.

O Papa também comentou as tensões envolvendo países como Estados Unidos, Israel e Irã. Para ele, a situação é complexa, mas exige esforços contínuos para evitar escaladas de violência.

Segundo o pontífice, promover a paz significa adotar uma nova mentalidade, baseada na escuta e na responsabilidade global.

Migração como desafio global

Outro tema abordado foi a migração. O Papa afirmou que o fenômeno não se limita a um país ou continente e deve ser tratado de forma ampla.

Ele reconheceu o direito dos Estados de estabelecer regras para entrada de estrangeiros, mas destacou que migrantes devem ser tratados com dignidade.

O pontífice também questionou a responsabilidade dos países mais ricos em relação às causas da migração, como desigualdade e falta de oportunidades.

Posicionamento sobre pena de morte

Durante a entrevista, o Papa condenou a pena de morte e qualquer forma de execução. Segundo ele, a vida humana deve ser respeitada em todas as etapas.

Ele afirmou que decisões que resultam na morte de pessoas de forma injusta devem ser rejeitadas.

Unidade da Igreja e questões morais

Ao comentar debates internos da Igreja, o Papa afirmou que a unidade não pode ser reduzida a um único tema moral. Ele destacou que questões como justiça social, liberdade e dignidade humana precisam ser consideradas prioritárias.

Sobre a bênção a casais em situações irregulares, o pontífice reafirmou a posição já indicada pela Santa Sé, ressaltando a importância de evitar divisões dentro da Igreja.

Viagem com foco pastoral

O Papa também explicou o sentido de suas viagens internacionais. Segundo ele, o objetivo principal é pastoral, com foco no encontro com o povo e no anúncio do Evangelho.

Ele destacou que, embora haja interesse político nas declarações do Papa, a missão da Igreja permanece centrada na proximidade com as pessoas, especialmente em contextos de sofrimento.

A entrevista foi concedida ao final da viagem apostólica à África, que incluiu encontros com lideranças políticas, religiosas e comunidades locais.

 
 
 

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