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Papa Leão XIV afirma que a liturgia deve se traduzir em vida cotidiana

Pontífice inicia ciclo de catequeses sobre a Sacrosanctum Concilium e destaca participação interior e exterior dos fiéis na celebração

Há 1 hora - por redação com Vatican News
foto: reprodução Youtube
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O Papa Leão XIV iniciou, na Audiência Geral desta quarta-feira, 20 de maio, um novo ciclo de catequeses sobre a Constituição Sacrosanctum Concilium, primeiro documento promulgado pelo Concílio Vaticano II. O texto conciliar trata da Sagrada Liturgia e orientou a reforma litúrgica da Igreja.

Na catequese, realizada na Praça São Pedro, o Papa afirmou que a liturgia não pode ser compreendida apenas como reforma de ritos. Segundo ele, os padres conciliares buscaram conduzir a Igreja a aprofundar o vínculo que a constitui: o mistério de Cristo.

Leão XIV explicou que a liturgia está no centro desse mistério, pois é nela que a Igreja recebe de Cristo a própria vida. O pontífice recordou que, em cada celebração, especialmente na Eucaristia, os fiéis são introduzidos sacramentalmente no mistério pascal, que compreende a paixão, morte, ressurreição e glorificação de Cristo.

Cristo presente na liturgia

O Papa destacou que Cristo é o princípio interior da vida da Igreja. Na liturgia, segundo ele, o Senhor continua a agir por meio do Espírito Santo, santificando a comunidade e associando-a à sua oferta ao Pai.

Leão XIV recordou ainda que Cristo está presente na Palavra proclamada, nos sacramentos, nos ministros, na comunidade reunida e, de modo mais pleno, na Eucaristia.

Ao citar Santo Agostinho, o pontífice afirmou que, ao receber o Corpo do Senhor, a Igreja torna-se aquilo que recebe. Para ele, a liturgia configura os fiéis a Cristo e edifica a comunhão eclesial.

Fonte e meta da ação da Igreja

A catequese também retomou uma das afirmações centrais da Sacrosanctum Concilium: a liturgia é fonte e meta da ação da Igreja. Isso significa que a missão eclesial não se reduz à celebração, mas encontra nela sua força e seu ponto de chegada.

O Papa explicou que a pregação, o serviço aos pobres e o acompanhamento das realidades humanas convergem para a liturgia. Ao mesmo tempo, é da liturgia que os fiéis recebem força para viver a fé e assumir sua missão no mundo.

Participação que envolve toda a vida

Leão XIV destacou que a participação dos fiéis na liturgia deve ser interior e exterior. Não se trata apenas de estar presente na celebração, mas de permitir que a experiência celebrada transforme a vida cotidiana.

Segundo o pontífice, a liturgia celebrada precisa se traduzir em existência fiel. Isso exige atitudes concretas, coerência ética e compromisso espiritual.

O Papa afirmou que a vida dos cristãos deve tornar-se “sacrifício vivo, santo, agradável a Deus”, em referência ao culto espiritual vivido no cotidiano.

Comunidade aberta e acolhedora

Ao final da catequese, Leão XIV afirmou que a liturgia edifica a Igreja como templo santo no Senhor e forma uma comunidade aberta e acolhedora. Para ele, a ação litúrgica introduz os fiéis na vida de Cristo e os torna seu Corpo.

O pontífice convidou os cristãos a se deixarem formar pelos ritos, símbolos, gestos e, sobretudo, pela presença viva de Cristo na liturgia.

As próximas catequeses devem aprofundar outros aspectos da Sacrosanctum Concilium e sua importância para a vida da Igreja.

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