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CNBB Sul 1 lança subsídio para orientar voto nas eleições de 2026

Documento reúne perguntas e respostas inspiradas na Doutrina Social da Igreja e no magistério dos papas Francisco e Leão XIV para auxiliar o discernimento dos eleitores

Há 2 horas - por redação com CNBB Sul I
CNBB Sul 1 lança subsídio para orientar voto nas eleições de 2026

A Presidência do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lançou o subsídio "Reflexões para as Eleições 2026", um material destinado a apoiar o discernimento dos católicos diante do processo eleitoral.

O documento reúne 20 perguntas e respostas fundamentadas na Sagrada Escritura, no Compêndio da Doutrina Social da Igreja, no magistério dos papas Francisco e Leão XIV e na mensagem da CNBB para as eleições deste ano.

Além das reflexões, o material apresenta orientações práticas para favorecer uma participação política consciente, responsável e comprometida com o bem comum.

Princípios para o discernimento

O subsídio reforça que a Igreja não indica candidatos nem partidos políticos.

"A Igreja Católica não apresenta candidatos nem partidos políticos. Sua missão consiste em formar as consciências à luz do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja, oferecendo princípios e critérios éticos para o discernimento dos fiéis", afirma o documento.

Entre os princípios apresentados como essenciais para um projeto político coerente com a Doutrina Social da Igreja estão a dignidade da pessoa humana, a defesa da vida desde a concepção até a morte natural, a liberdade religiosa, a centralidade da família, a dignidade do trabalho, a promoção da paz, a ecologia integral, a justiça social, os direitos humanos e a solidariedade.

O texto também destaca valores como o bem comum, a subsidiariedade, a participação cidadã e a destinação universal dos bens como critérios para avaliar a vida pública.

Francisco e Leão XIV

O subsídio faz referências ao magistério recente da Igreja.

Entre os textos citados está a mensagem do Papa Francisco para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, na qual afirma que "o melhor antídoto contra as falsidades não são as estratégias, mas as pessoas", ressaltando a importância do diálogo e da busca sincera pela verdade diante da desinformação.

Também é apresentada uma reflexão da encíclica Fratelli tutti, na qual Francisco recorda que toda pessoa possui dignidade própria e direito ao pleno desenvolvimento humano.

Já a encíclica Magnifica humanitas, do Papa Leão XIV, é citada ao destacar que a verdade constitui um elemento indispensável para a vida democrática e para a construção do bem comum.

Política a serviço da pessoa

Ao abordar os fundamentos da ação política, o documento recorda que, segundo o Compêndio da Doutrina Social da Igreja, a pessoa humana é o fundamento e a finalidade da vida política.

Em entrevista sobre o lançamento do subsídio, o secretário executivo do Regional Sul 1 da CNBB, Pe. Luis Fernando da Silva, explicou que toda a proposta parte da visão cristã da pessoa humana, entendida como um ser aberto à relação com Deus, com o próximo e com a sociedade.

Segundo o sacerdote, essa perspectiva não contradiz o princípio do Estado laico, mas reafirma que a fé pode iluminar a consciência moral dos cristãos no exercício da cidadania.

"A vivência da cidadania não está separada da experiência da fé. A adesão a Jesus Cristo ilumina a consciência e orienta o discernimento ético diante das escolhas políticas", afirmou.

Orientações para uma participação responsável

Além das perguntas e respostas, o subsídio apresenta um decálogo com recomendações para o período eleitoral.

Entre as orientações estão rejeitar a corrupção, combater a desinformação, evitar a polarização, promover o diálogo, buscar o bem comum e rezar antes de exercer o voto.

A proposta, segundo o Regional Sul 1 da CNBB, é contribuir para a formação da consciência dos fiéis, fortalecendo uma participação política inspirada pelos valores do Evangelho e pela Doutrina Social da Igreja.

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