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CNBB e PUC-Rio firmam acordo para ampliar ações de formação

Cooperação prevê novos projetos, aproximação entre Igreja e universidade e possibilidade de reconhecimento acadêmico de iniciativas formativas

Há 3 horas - por redação com CNBB
Foto: CNBB
Foto: CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) firmaram um acordo de cooperação para ampliar a parceria entre as duas instituições e desenvolver iniciativas conjuntas de formação. A medida formaliza uma colaboração já existente e cria uma estrutura para novos projetos a serviço da Igreja no Brasil.

Segundo o secretário adjunto de Pastoral da CNBB, padre Tiago Ávila Camargo, a cooperação está relacionada ao caminho proposto pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.

“Além da parceria institucional que permite o conhecimento mútuo, permite a realização de iniciativas de formação que colabora com todo o Povo de Deus”, afirmou.

Para o sacerdote, a construção de processos, relações e vínculos entre a CNBB e instituições parceiras deve estar em sintonia com o projeto evangelizador da Igreja no país.

Parceria abre caminho para novos projetos

O reitor da PUC-Rio, padre Anderson Antônio Pedroso, explicou que o acordo é resultado de uma colaboração construída ao longo dos anos. A universidade já participava de iniciativas com a CNBB, mas as instituições identificaram a necessidade de sistematizar essa relação.

“É um acordo guarda-chuva, porque embaixo dele vem muita coisa que pode ir nascendo”, explicou.

A proposta é estabelecer um diálogo permanente para que novos projetos sejam desenvolvidos conforme as necessidades identificadas pela Igreja. A PUC-Rio poderá colocar sua experiência acadêmica a serviço dessas iniciativas, enquanto a CNBB contribuirá com as demandas provenientes das diferentes realidades eclesiais.

A cooperação também poderá favorecer a aproximação entre o conhecimento produzido na universidade e os saberes desenvolvidos nas experiências pastorais e formativas da Igreja.

Certificação acadêmica é uma das possibilidades

Entre os caminhos abertos pelo acordo está a possibilidade de certificação acadêmica de determinadas iniciativas formativas promovidas pela CNBB.

Segundo padre Anderson, diversas formações realizadas no âmbito eclesial contam com especialistas e conteúdos qualificados, mas nem sempre possuem reconhecimento formal de uma instituição de ensino superior.

“A Universidade, a PUC-Rio, vai legitimar esse saber”, afirmou.

A proposta possibilita reconhecer academicamente experiências formativas desenvolvidas pela Igreja, respeitando as características e os objetivos próprios de cada iniciativa.

Formação dos leigos ganha destaque

Embora o acordo não esteja limitado a um público específico, a formação dos leigos aparece entre as possibilidades destacadas pela PUC-Rio.

Padre Anderson ressaltou a participação dos leigos na missão da Igreja e a importância de oferecer oportunidades qualificadas de formação.

“Os nossos leigos são pessoas muito generosas, que dão muito tempo, que dão a vida mesmo e que fazem a Igreja estar viva junto com seus pastores”, declarou.

Para o reitor, a certificação também pode representar uma forma de reconhecer o percurso daqueles que dedicam tempo à formação e ao serviço eclesial.

“Os leigos merecem também esse sinal de que a formação de vocês tem valor para a vida, para a evangelização, mas também acadêmico”, acrescentou.

Cooperação construída pela escuta

O reitor da PUC-Rio também destacou o processo de diálogo que antecedeu a assinatura do acordo. Ele agradeceu à Presidência da CNBB, especialmente ao presidente da entidade, cardeal Jaime Spengler, e ao secretário-geral, dom Ricardo Hoepers, pela construção conjunta da iniciativa.

“É um acordo muito dialogal. Eu diria que é um acordo sinodal, porque foi feito com muita escuta, uma escuta profunda”, afirmou padre Anderson.

Segundo ele, a cooperação também pode contribuir para aproximar as universidades católicas das necessidades pastorais e formativas presentes nas diferentes realidades da Igreja no Brasil.

“É um acordo de serviço, é um acordo sinodal e é um acordo que também organiza um caminho para que a Igreja possa caminhar junto”, concluiu.

 
 
 
 

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