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Cardeal Raymundo Damasceno celebra 40 anos de ministério episcopal

Arcebispo emérito de Aparecida construiu trajetória marcada pelo serviço à Igreja no Brasil e na América Latina, com atuação na CNBB e no Celam

Há 2 horas - por redação com Canção Nova
O Cardeal Raymundo Damasceno em 2024 durante trabalhos da Assembleia Geral da CNBB / Foto: Daniel Xavier
O Cardeal Raymundo Damasceno em 2024 durante trabalhos da Assembleia Geral da CNBB / Foto: Daniel Xavier

América Latina, com atuação na CNBB e no Celam

O cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo emérito de Aparecida (SP), completa nesta terça-feira, 15, 40 anos de ministério episcopal. Ordenado bispo em 15 de setembro de 1986, ele reúne em sua trajetória serviços prestados à Igreja no Brasil e na América Latina, além de 13 anos à frente da Arquidiocese de Aparecida.

A data foi celebrada antecipadamente em 5 de agosto, quando Dom Damasceno presidiu uma Missa em Ação de Graças no Santuário Nacional de Aparecida, acompanhado por bispos, sacerdotes e milhares de fiéis.

Na ocasião, o cardeal recordou que o ministério episcopal nasce da graça de Deus e é sustentado por Ele ao longo do caminho. Em sua homilia, destacou que a missão do bispo é construída diariamente, entre alegrias, desafios e o permanente chamado à conversão.

“Na alegria do Senhor” é o lema episcopal escolhido por Dom Damasceno e que acompanha as quatro décadas de seu episcopado.

Serviço à comunhão da Igreja

Em texto preparado por ocasião da celebração no Santuário Nacional, o arcebispo do Rio de Janeiro, cardeal Orani João Tempesta, destacou a contribuição de Dom Damasceno para a comunhão eclesial.

“Foram anos de trabalho incansável pela comunhão entre as Igrejas particulares do Brasil, pela aproximação entre a Conferência Nacional dos Bispos e as demais Conferências Episcopais da América Latina, e por uma Igreja sempre atenta aos sinais dos tempos”, escreveu Dom Orani.

Essa atuação ganhou expressão especialmente nos serviços desempenhados por Dom Damasceno na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e no Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam).

Na CNBB, foi secretário-geral durante dois mandatos, entre 1995 e 2003, além de integrar comissões episcopais. Entre 2011 e 2015, presidiu a Conferência.

No âmbito continental, exerceu a função de secretário-geral do Celam e participou de diferentes organismos e sínodos da Igreja.

De Brasília a Aparecida

A trajetória ministerial de Dom Damasceno começou com sua ordenação sacerdotal, em 1968. Dezoito anos depois, São João Paulo II o nomeou bispo auxiliar de Brasília (DF), e sua ordenação episcopal ocorreu em 15 de setembro de 1986.

Em 2004, assumiu como arcebispo de Aparecida, missão que exerceu durante 13 anos, até 2017. À frente da arquidiocese que abriga o maior santuário mariano do país, acompanhou um período significativo da vida da Igreja brasileira e latino-americana.

Em outubro de 2010, Bento XVI anunciou sua criação como cardeal.

Participação na eleição do Papa Francisco

Como membro do Colégio Cardinalício, Dom Damasceno participou do Conclave de 2013, que elegeu o então cardeal Jorge Mario Bergoglio como Papa Francisco.

Já em 2025, com mais de 80 anos e, portanto, sem direito a voto no conclave, esteve em Roma durante o período em que os cardeais eleitores escolheram Robert Francis Prevost como Papa Leão XIV.

Após concluir sua missão como arcebispo de Aparecida e tornar-se emérito, Dom Damasceno passou a residir novamente em Brasília, onde continua colaborando com a vida pastoral da Igreja local.

Aos 40 anos de episcopado, sua trajetória reúne experiências que atravessam diferentes dimensões da Igreja, da atuação diocesana à articulação nacional e latino-americana, tendo a comunhão e o serviço eclesial como marcas de seu ministério.

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