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"Não aceite agressões às instituições que sustentam a democracia", alerta presidente da CNBB
"Não aceite agressões às instituições que sustentam a democracia", alerta presidente da CNBB
Em mensagem pelo Dia da Pátria, Dom Walmor Azevedo também citou os perigos de armar a população, as ameaças aos povos originários e recomendou a vacinação.
Há 5 anos - por Cléo Nascimento
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou na tarde desta sexta-feira sua habitual mensagem pelo Dia da Pátria, celebrado em 7 de setembro. Em vídeo, o presidente da entidade, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, pediu que brasileiros estejam alertas para defender as instituições democráticas.
"Não se deixe convencer por quem agride os poderes legislativo e judiciário. A existência de três poderes impede totalitarismos, fortalecendo a liberdade de cada pessoa. Independentemente de suas convicções político-partidárias, não aceite agressões às instituições que sustentam a democracia. Agredir, eliminar, hostilizar, ignorar ou excluir são verbos que não combinam com uma democracia que busca cada vez mais se consolidar", alertou o arcebispo.
Recordando a encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco, Dom Walmor pediu atenção em temas que comprometem a pacificação do país: "O Brasil está sendo contaminado por um sentimento de raiva e de intolerância. Muitos, em nome de ideologias, dedicam-se à agressões e ofensas, chegando ao absurdo de defender o armamento da população. Ora, quem se diz cristão ou cristã deve ser agente da paz. E a paz não se constrói com armas."
Ao tratar da situação econômica do país, o arcebispo de Belo Horizonte reforçou a posição da Igreja no Brasil, defendendo políticas públicas que favoreçam a "retomada da economia e a inclusão dos mais pobres no mercado de trabalho".
A mensagem também tocou em questões atuais e em discussão pela sociedade, como a defesa dos direitos dos povos indígenas.
"Os povos indígenas, historicamente perseguidos, dizimados, enfrentam grave ameaça. A pressão de um poder econômico extremamente extrativista e ganancioso, que tudo faz para exaurir nossos recursos naturais. esse poder tenta manipular instâncias de decisão, alterar atos legais para avançar sobre terras indígenas, dizimando a natureza, os povos originários e a sua cultura".
Ao aprofundar sobre o meio ambiente, Dom Walmor Azevedo atentou para a escassez de água e a situação dos mananciais do país, pedindo mudança de hábitos da população, mas também maior fiscalização do poder público, fazendo "valer a Lei" e não privilegiando "pequenos grupos movidos pelo egoísmo".
O presidente da CNBB finalizou sua reflexão com um pedido de oração pelas vítimas da Covid-19 e a defesa da vacinação:
"É importante que cada pessoa procure se vacinar e respeitar as medidas de segurança fundamentais para se evitar a propagação da doença. Vacinar-se é, ao mesmo tempo, cuidar de si e do outro, dificultando a circulação da Covid-19. É um compromisso ético, uma tarefa cristã".
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