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Pastoral da AIDS promove campanha com foco em zerar discriminação, infecções e mortes
Pastoral da AIDS promove campanha com foco em zerar discriminação, infecções e mortes
Iniciativa é baseada na estratégia adotada pela UNAIDS global, que propõe ações para eliminar transmissão do vírus HIV até 2030.
Há 4 anos - por Redação
Em 1999, um grupo de cristãos leigos procurou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para pedir a criação de um órgão que pudesse oferecer apoio e amparo às pessoas que viviam com HIV. Naquela época, o Brasil já distribuía gratuitamente pelo SUS os antirretrovirais, medicamentos que inibem a multiplicação do HIV no organismo e, consequentemente, evitam o enfraquecimento do sistema imunológico. Portanto, a AIDS já não era mais considerada uma sentença de morte. Ainda assim, essas pessoas eram condenadas pelo preconceito e discriminação.
A Pastoral da AIDS nasce com o compromisso de oferecer conhecimento à sociedade e, sobretudo, acolhimento aos portadores de HIV. "Nós trabalhamos muito essa questão da superação da discriminação, do preconceito que passa pelo mandamento do amor, pelo respeito, pela dignidade humana", explica o bispo referencial da Pastoral da AIDS, Dom Luiz Antônio Lopes Ricci.
Neste ano, a Pastoral empreende uma campanha, em sintonia com a UNAIDS Brasil, com o tema 'Zero discriminação, zero infecções e zero mortes'. A temática se une à estratégia global do Programa das Nações Unidas e que pretende reduzir as desigualdades sociais para acabar com a AIDS até 2030, priorizando aqueles e aquelas que ainda não têm acesso a serviços públicos de HIV ou os têm de forma precária e desigual.
"O aumento das infecções por HIV hoje se dá nas camadas mais vulneráveis da sociedade. Nas camadas que não tem informação, que não tem acesso à medicamento, que não tem acesso a trabalho, que não tem acesso à alimentação, as pessoas mais pobres", afirma o coordenador da Pastoral, no Regional Sul 3, frei Luiz Carlos Lunardi.
Tratamento eficaz para todos
Nesta quarta-feira (1/12), Dia Mundial de Combate a AIDS, o Papa Francisco se manifestou durante a audiência-geral semanal e reforçou o apelo por tratamento eficaz para todos. “É uma importante ocasião para recordar as muitas pessoas acometidas por este vírus, para muitas das quais, em algumas regiões do mundo, não está disponível o acesso aos tratamentos essenciais. Faço votos por um renovado empenho solidário para garantir tratamentos de saúde équos e eficazes.”, disse o pontífice.
A Pastoral também atua junto aos organismos públicos para garantir que os direitos das pessoas soropositivas sejam garantidos e preservados. Nesse sentido, há um trabalho de conscientização dentro e fora da Igreja. "Nós precisamos formar as consciências nesse sentido do respeito e também na questão das infecções, através do diagnóstico precoce, do tratamento adequado, da conscientização da responsabilidade para com a própria vida e com a vida do outro", afirma Dom Luiz Ricci.
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