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"Algo urgente deve ser feito", diz Dom Orani Tempesta em nota sobre assassinato de Moïse Kabamgabe
"Algo urgente deve ser feito", diz Dom Orani Tempesta em nota sobre assassinato de Moïse Kabamgabe
Congolês e família eram assistidos pela Cáritas da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Há 4 anos - por Redação
A Arquidiocese do Rio de Janeiro se manifestou, nesta quarta-feira (02), sobre o assassinato do congolês Moïse Kabamgabe, que ocorreu no dia 24 de janeiro, no bairro da Tijuca - RJ.
Em nota, divulgada pela assessoria de imprensa, a arquidiocese lamenta o fato e "rechaça todo o tipo de violência que fere a dignidade humana e rompe a vida".
Moïse e sua família foram auxiliados pela Cáritas Arquidiocesana desde a chegada ao Brasil. “Agradecemos a Caritas, “Ngunda” lugar de proteção na língua congolesa, por ser a referência e mãe dos refugiados aqui no Brasil. Agradeço todo o apoio e suporte da Caritas desde o momento de nossa chegada e principalmente neste momento tão difícil”, disse um familiar de Moïse.
A texto também ressalta os 45 anos de trabalho desenvolvido pela Arquidiocese junto aos refugiados que chegam ao Rio de Janeiro. "Nesta missão já foram acolhidos milhares de refugiados, onde alguns ainda são acompanhados pela Caritas. É uma missão pastoral de ressocialização e de inclusão a nossa sociedade".
Para o arcebispo Dom Orani João Tempesta, "algo urgente deve ser feito por toda a sociedade brasileira, tanto as igrejas, como as organizações, entidades sociais e governos. Somente um grupo não consegue dar conta dessa transformação social que exige e supõe mudança cultural, mais justiça social, paz e perdão”.
Ainda segundo a nota, os familiares de Moïse Kabamgabe estão sendo acompanhados e amparados pela Cáritas Arquidiocesana.
Confira abaixo a íntegra da nota.
***
NOTA OFICIAL SOBRE A MORTE DO CONGOLÊS MOÏSE KABAMGABE
A Arquidiocese do Rio de janeiro, por meio da Caritas Arquidiocesana, lamenta a morte de um de seus assistidos, o congolês Moïse Kabamgabe, acontecido no bairro da Barra da Tijuca – RJ no dia 24 de janeiro. A Arquidiocese rechaça todo o tipo de violência que fere a dignidade humana e rompe a vida.
Moïse Kabamgabe foi auxiliado, assim como os demais membros de sua família, pela Caritas Arquidiocesana desde a sua chegada ao Brasil, com o intuito de acolhe-los e proporcionar uma oportunidade de estabilidade profissional em nosso país, em nossa cidade.
“Agradecemos a Caritas, “Ngunda” lugar de proteção na língua congolesa, por ser a referência e mãe dos refugiados aqui no Brasil. Agradeço todo o apoio e suporte da caritas desde o momento de nossa chegada e principalmente neste momento tão difícil” – um familiar de Moïse.
Há 45 anos a Arquidiocese se dedica ao trabalho com os refugiados que chegam a cidade do Rio de Janeiro, na integração, no acolhimento e na assistência. Nesta missão já foram acolhidos milhares de refugiados, onde alguns ainda são acompanhados pela Caritas. É uma missão pastoral de ressocialização e de inclusão a nossa sociedade. Como Igreja, a arquidiocese por meio da Caritas, tem buscado cumprir o seu papel junto aos refugiados, recordando sempre o que disse o Papa Francisco, que ela “é chamada a sair pelas estradas das periferias existenciais para cuidar de quem está ferido e procurar quem anda extraviado. (…) Entre os habitantes das periferias existenciais, encontraremos muitos migrantes e refugiados, deslocados e vítimas de tráfico humano, aos quais o Senhor deseja que seja manifestado o seu amor e anunciada a sua salvação” (Papa Francisco – Mensagem para 107º dia do migrante e refugiado).
“Diante de acontecimentos como este, assim como tantos outros cenários de violência, eu creio que algo urgente deve ser feito por toda a sociedade brasileira, tanto as igrejas, como as organizações, entidades sociais e governos. Somente um grupo não consegue dar conta dessa transformação social que exige e supõe mudança cultural, mais justiça social, paz e perdão”- Dom Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro.
Nossas orações pela alma de nosso irmão Moïse Kabamgabe, e nossa unidade e também orações pela família, que neste momento está sendo amparada pela Caritas Arquidiocesana. Deus os console e os sustente.
A Arquidiocese por meio de sua assessoria, coloca-se a disposição para quaisquer outras informações.
Assessoria de imprensa
Padre Arnaldo Rodrigues
arnaldo@arquidiocese.org.br
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