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Entidades defendem o direito à água de povos originários e comunidades tradicionais da Amazônia
Entidades defendem o direito à água de povos originários e comunidades tradicionais da Amazônia
Representantes de organizações da região participaram da Conferência da ONU sobre a Água, levando propostas de pessoas e comunidades vulneráveis locais.
Há 3 anos - por Redação
A realidade dos povos indígenas e comunidades tradicionais da Amazônia em relação ao recurso hídrico foi levada à Conferência das Nações Unidas sobre a Água. Representantes da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), do Programa Universitário da Amazônia (PUAM), da Associação de Universidades confiadas à Companhia de Jesus na América Latina (AUSJAL) e Instituto para o Diálogo Global e a Cultura do Encontro (IDGCE) estiveram no evento, realizado entre os dias 22 e 24 de março, em Nova Iorque.
Cerca de 10 mil participantes se reuniram, presencialmente ou on-line, para debater e intensificar as ações para o enfrentamento da crise hídrica e encontrar meios para garantir que todos possam ter acesso ao recurso.
No último sábado (25), ainda nos Estados Unidos, a delegação enviada redigiu uma nota sobre a importância da presença do grupo no encontro que resultou em "espaços de diálogo, apresentação de propostas e socialização de pesquisas que alertam sobre a falta de proteção e violação do direito humano à água limpa e segura", do qual carece um quarto da população mundial.
Citando a Laudato Sì, a mensagem lembra que em 2015 o Papa Francisco já alertava sobre a pobreza social hídrica, que ameaçava particularmente as Bacias do Congo e da Amazônia. Por isso o desejo de "garantir a presença da Igreja e os processos que ela pode oferecer no nível da promoção, defesa e exigibilidade dos direitos humanos por meio da Escola de Direitos Humanos da REPAM, bem como outras instâncias eclesiais que estão na Pan-Amazônia".
Outro trecho aponta para ameaças sofridas por povos da região como o aumento da fronteira extrativista, a extração de madeira, mineração, exploração de petróleo, entre outras que contaminam rios, igarapés e afluentes do Amazonas, pondo em risco a vida de todas as comunidades que deles dependem para subsistência.
"O acesso à água não é somente uma necessidade material que garante a vida de todo ser, é sobretudo, ponte e relacionamento com dimensões culturais e espirituais dos povos indígenas. É também a urgência no fortalecimento socio organizativo que permite incidir e fiscalizar políticas de saneamento e manejo dos recursos hídricos adaptados às suas realidades".
Por fim, a carta menciona a "dimensão ecológica" e a necessidade de uma administração consciente e responsável sobre o uso da água "onde busquemos proteger este Dom de Deus com uma visão clara de equidade e justiça", visando assim as futuras gerações.
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