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Porta Santa de São Paulo Fora dos Muros é fechada e Jubileu da Esperança avança para sua conclusão

Rito presidido pelo cardeal James Michael Harvey reafirma que o Ano Jubilar se encerra como tempo, mas mantém aberto o caminho permanente da misericórdia e da conversão

Há 2 meses - por Agência Signis com Vatican News
Fechamento da Porta Santa da Basílica de São Paulo Fora dos Muros/ Foto: Vatiacan Media
Fechamento da Porta Santa da Basílica de São Paulo Fora dos Muros/ Foto: Vatiacan Media

A Porta Santa da Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, foi oficialmente fechada neste domingo, 28 de dezembro. A cerimônia foi presidida pelo arcipreste da basílica, o Cardeal James Michael Harvey, e marcou mais uma etapa conclusiva do Jubileu da Esperança 2025.

Com esse rito, o Ano Jubilar já se encerrou em três das quatro basílicas papais de Roma. A Porta Santa da Basílica de Santa Maria Maior foi fechada na Solenidade do Natal, seguida pela da Basílica de São João de Latrão, no sábado, 27. A de São Paulo Fora dos Muros, dedicada ao “Apóstolo dos Gentios”, foi a terceira a ser fechada.

Durante o rito, o cardeal Harvey ajoelhou-se em oração e fechou a porta de cor vermelha, símbolo do martírio de São Paulo, cujo túmulo é venerado na basílica. A Porta Santa havia sido aberta em 5 de janeiro de 2025, como a quinta e última porta jubilar do Ano Santo. No mesmo Jubileu, o Papa Francisco também abriu simbolicamente uma Porta Santa na Igreja do Pai Nosso, na Prisão de Rebibbia, em Roma.

“A esperança não decepciona”

Na Missa celebrada após o rito de encerramento, o arcipreste destacou o significado espiritual do gesto. “Chegamos ao fim de um tempo de graça”, afirmou. Segundo ele, o fechamento da Porta Santa marca a conclusão visível do Ano Jubilar, sem esgotar o seu conteúdo espiritual.

“Na liturgia da Igreja, o que chega ao fim é um período de tempo, mas a misericórdia de Deus permanece perpetuamente aberta; o que permanece é o caminho da conversão e da esperança que esse tempo gerou”, declarou, evocando o lema jubilar: A esperança não decepciona.

O cardeal sublinhou que a Porta Santa não foi apenas uma passagem física, mas um limiar espiritual que convidou os peregrinos a deixar para trás aquilo que oprime o coração e a entrar no Reino da misericórdia. “Deus nunca fecha a porta para a humanidade; é a humanidade que é chamada a atravessá-la”, afirmou.

Referindo-se ao magistério recente, Harvey destacou que o Papa Leão XIV dá continuidade ao caminho iniciado por Francisco, reafirmando que a esperança cristã é concreta e tem seu fundamento em Jesus Cristo, “o mesmo ontem, hoje e para sempre”.

Ao concluir, o cardeal recordou que todo peregrino que atravessou a Porta Santa é agora enviado ao mundo como testemunha. “Somos chamados a ser testemunhas credíveis da esperança em um mundo marcado por divisões e medos. Que a porta da missão permaneça aberta, porque o mundo precisa de Cristo”, exortou.

O encerramento final do Jubileu da Esperança acontecerá no dia 6 de janeiro, Solenidade da Epifania do Senhor, com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, no Vaticano, presidido pelo Papa Leão XIV.

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