Cookies e Política de Privacidade
A SIGNIS Agência de Notícias utiliza cookies para personalizar conteúdos e melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

Quem vende seu voto não pode comungar, diz arcebispo de Maceió

Durante festa de Nossa Senhora dos Prazeres, dom Carlos Alberto Breis pediu responsabilidade aos eleitores e candidatos e afirmou que o poder público deve estar a serviço do bem comum

Há 2 horas - por redação com ACI Digital
Dom Carlos Alberto Breis, durante a missa da festa de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira da arquidiocese e da cidade de Maceió. / Crédito: Captura de vídeo
Dom Carlos Alberto Breis, durante a missa da festa de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira da arquidiocese e da cidade de Maceió. / Crédito: Captura de vídeo

O arcebispo de Maceió (AL), dom Carlos Alberto Breis Pereira, fez um apelo aos eleitores para que não vendam nem troquem seus votos nas eleições gerais deste ano. A manifestação ocorreu nesta quinta-feira, 27, durante a homilia da Missa da festa de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira da arquidiocese e da cidade de Maceió.

Dirigindo-se aos fiéis presentes e também aos ouvintes da Rádio Imaculada, o arcebispo classificou a venda do voto como uma falta grave de responsabilidade.

“Não venda o seu voto, não troque o seu voto, por favor. Quem faz isso, não pode comungar, porque é pecado.”

Segundo dom Carlos Alberto, trata-se de “pecado grave” porque envolve o uso irresponsável de um direito que pode contribuir para o bem de toda a sociedade.

Apelo também foi dirigido aos candidatos

Durante a celebração, o arcebispo se dirigiu ainda aos políticos presentes e aos candidatos que disputarão o pleito de 4 de outubro.

Dom Carlos Alberto afirmou que não utiliza o altar como espaço de campanha política, mas ressaltou o dever pastoral de exortar aqueles que assumem responsabilidades públicas.

“Eu digo com a consciência tranquila, de quem nunca usou, nem usa o altar como palanque político, mas ao mesmo tempo, com o dever de exortar e admoestar.”

Aos candidatos, pediu compromisso com o estado de Alagoas e com a população.

“Cada alagoano tem obrigação de amar a sua terra, de querer o bem da sua terra, mas muito, muito mais, quem recebe um cargo executivo, legislativo, porque tem a tarefa de, nesse amor, usar o poder e os recursos do povo para o bem comum”, afirmou.

As eleições gerais de 2026 estão marcadas para 4 de outubro. Os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Caso seja necessário segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro.

O arcebispo recordou ainda que o primeiro turno será realizado no dia de São Francisco de Assis e pediu que os candidatos não se esqueçam das pessoas em situação de pobreza e vulnerabilidade.

“Não se esqueçam dos pobres, não sejam indiferentes ao clamor dos feridos em sua dignidade”, afirmou.

Política como serviço ao bem comum

Dom Carlos Alberto também retomou a tradição da Doutrina Social da Igreja ao falar da política como forma elevada de serviço.

Segundo ele, quem recebe autoridade pública e administra recursos da população possui uma responsabilidade ainda maior com o bem comum.

“Quem tem dinheiro do povo, quem tem poder, pode fazer uma macro, grande caridade.”

O arcebispo acrescentou que aqueles que não utilizarem corretamente o poder recebido deverão prestar contas por não terem colocado essa responsabilidade a serviço da sociedade.

A homilia reforçou, assim, dois apelos complementares: aos eleitores, para que exerçam o voto com liberdade e responsabilidade; e aos candidatos, para que compreendam o mandato político como serviço à população e compromisso com o bem comum.

 
 
 
 

Comentários

  • Esta notícia ainda não tem comentários. Seja o primeiro!

Mais lidas