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Leão XIV: correção fraterna e oração fortalecem a comunhão

No Angelus deste domingo, Papa destacou o amor ao próximo, a correção feita com sinceridade e a busca de acordos como caminhos para superar conflitos e crescer na unidade

Há 34 minutos
Foto: reprodução Youtube
Foto: reprodução Youtube

O Papa Leão XIV rezou o Angelus neste domingo, 6, com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano. Antes da oração mariana, o Pontífice refletiu sobre as leituras da liturgia e destacou o amor ao próximo como critério fundamental para a vida cristã.

Ao comentar a Carta aos Romanos, Leão XIV recordou o ensinamento de São Paulo de que todos os mandamentos se resumem no amor: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. O Apóstolo também afirma que ninguém deve permanecer em dívida com os outros, “a não ser” na dívida do amor mútuo. Segundo o Papa, essa dívida é diferente das demais, pois o cuidado e o bem recebidos de outras pessoas tornam cada um mais livre e capaz de assumir responsabilidades.

“Toda a atenção, cuidado e bem que recebemos tornam-nos mais livres e capazes de assumir responsabilidades.”

Correção fraterna exige sinceridade

A partir do Evangelho do domingo, Leão XIV apresentou duas formas concretas de viver o amor fraterno. A primeira é a correção fraterna, que, segundo ele, exige sinceridade, prudência e gradualidade. O Papa explicou que o caminho indicado por Jesus começa pela conversa reservada entre as pessoas envolvidas. Se necessário, pode envolver duas ou três testemunhas e, posteriormente, toda a comunidade.

Para Leão XIV, esse processo permite enfrentar problemas e conflitos de maneira construtiva, transformando-os em oportunidades de crescimento. “É uma arte delicada e, muitas vezes, esquecida, que exige franqueza e gradualidade”, afirmou.

O Pontífice também alertou para o caminho oposto: reclamações e calúnias. Embora sejam mais fáceis, segundo ele, essas atitudes não resolvem os problemas e podem paralisar as situações. “O Evangelho, pelo contrário, educa-nos para a liberdade, na caridade”, disse.

Oração também constrói unidade

A segunda forma de amor fraterno apresentada por Leão XIV foi chegar a um acordo, não apenas diante de conflitos, mas também na oração. O Papa citou a promessa de Jesus de que, quando duas pessoas se unem na Terra para pedir algo, o Pai que está nos céus as escuta.

Para o Pontífice, a oração compartilhada permite reconhecer desejos, dores e esperanças comuns. Dessa forma, a fé pode superar o isolamento e a desconfiança e ajudar as pessoas a se reconhecerem como irmãos e irmãs.

“Pela graça, somos, pelo contrário, irmãos e irmãs que podem estar unidos: encontrando-nos, perdoando-nos e ouvindo-nos uns aos outros no Senhor.”

Ao concluir a reflexão, Leão XIV confiou os fiéis à intercessão de Maria, recordando sua visita à prima Isabel depois do anúncio do anjo. Segundo o Papa, Maria foi ao encontro de Isabel para compartilhar tanto a alegria quanto o cansaço da gravidez.

Leão XIV pediu que Nossa Senhora também ensine os cristãos a viver a “dívida alegre do amor fraterno”.

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