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Corpus Christi

Há 20 dias
Corpus Christi: solenidade celebrada na diocese de Liege (Bélgica), no início do século 13
Corpus Christi: solenidade celebrada na diocese de Liege (Bélgica), no início do século 13 (foto por Luís Henrique Marques)

A fé na presença real de Cristo na Sagrada Eucaristia levou à devoção a Jesus Sacramentado também fora da missa. Nos primeiros séculos da Igreja, começaram a conservar-se as Sagradas Espécies para se poder ministrar a comunhão aos que se encontravam doentes e aos que, por terem confessado a sua fé, se encontravam nas prisões, aguardando os martírios que estavam por vir. Com o passar dos tempos, a fé e o amor dos fiéis enriqueceram a devoção pelo Corpo do Senhor e levaram a tratá-lo com a máxima reverência e a prestarem-lhe culto público. Dessa veneração temos muitos testemunhos nos mais antigos documentos da Igreja, e foi ela que deu origem à festa que hoje celebramos.
A solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo começou a ser celebrada na diocese de Liege, no início do século XIII e já no ano de 1264 o Papa Urbano IV estendeu-a a toda a Igreja. Ela tem o propósito de prestar culto à presença real de Cristo na Eucaristia. Um culto que, segundo o próprio Urbano IV, deve ser popular, refletido em alegrias e hinos e ao mesmo tempo da festa nasceu a procissão de Corpus Christi, quando o ostensório passa por ruas embelezadas e o povo cristão demonstra e testemunha sua fé e amor por Cristo que volta a passar por nossas cidades.
Embora celebremos esta festa apenas uma vez por ano, sempre na primeira quinta feira após a festa da Santíssima Trindade, a Igreja proclama todos os dias esta felicíssima verdade: Jesus Cristo entrega-se todos os dias aos homens como alimento e fica com eles nos Sacrários para ser a fortaleza e a esperança de uma vida nova, sem fim. E um mistério sempre vivo e atual.
O amor à Eucaristia, além do culto prestado na solenidade de Corpus Christi, pode manifestar-se de muitas maneiras: é a bênção do Santíssimo, é a oração diante de Jesus Sacramentado, são as genuflexões feitas como verdadeiros atos de fé e de adoração e outros. Disse São João Paulo II em sua carta Dominicae Cenae: “... Não regateemos o nosso tempo para ir encontrá-lo na adoração, na contemplação cheia de fé e desejosa de reparar as graves faltas e delitos do mundo. Não cesse nunca a nossa adoração”.
Devemos, portanto, adorá-lo com reverência e devoção. Renovemos na Sua presença o oferecimento sincero do nosso amor; digamos sempre que o amamos; agradeçamos diariamente a Sua misericórdia, tão cheia de ternura e nos aproximemos da Comunhão, mistério de amor, com confiança, oferecendo-lhe nosso coração para Sua habitação, com o propósito de jamais nos afastarmos d’Ele.
Feliz dia de Corpus Christi!

Sobre o autor

Raul Ribas

Pós-graduado em Teologia pela Universidade Católica Dom Bosco, de Campo Grande (MS), membro do Movimento dos Focolares e um entusiasta pesquisador e divulgador da vida dos santos.

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