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Quando Comunicar é um gesto de paz

Há 2 meses
Foto: Canta Pró
Foto: Canta Pró

Iniciamos este novo ano com uma convicção que não é apenas editorial, mas profundamente humana e evangélica: a comunicação é um caminho concreto para a construção de uma cultura de paz Comunicar, hoje, é muito mais do que informar fatos. É assumir responsabilidades. É escolher como narramos a realidade, quais vozes escutamos e quais caminhos ajudamos a abrir em meio a tantas tensões.

Vivemos um tempo marcado por desafios coletivos importantes. O Brasil atravessa um ano de eleições, com debates que naturalmente despertam paixões, divergências e, muitas vezes, rupturas. Teremos também grandes eventos que mobilizam sentimentos, identidades e expectativas, como a Copa do Mundo. Em contextos assim, a comunicação nunca é neutra: ela pode inflamar conflitos ou ajudar a amadurecê-los; pode reforçar muros ou derrubá-los, afim de favorecer encontros.

É nesse horizonte que a Agência de Notícias SIGNIS reafirma sua opção e vocação por uma comunicação comprometida com a cultura de paz. Não uma paz ingênua ou superficial, mas aquela que se constrói no cotidiano: nas palavras escolhidas, no cuidado com a informação, na escuta atenta e na recusa de discursos que desumanizam.

Caminhamos em sintonia com o magistério do Papa Leão XIV, que nos convida a buscar uma paz desarmada e desarmante. Uma paz que não nasce da imposição, mas do diálogo; que não se sustenta na agressividade, mas na coragem de compreender o outro, mesmo quando pensa diferente. Para quem comunica, esse chamado é especialmente exigente e profundamente necessário.

Sabemos que as guerras não acontecem apenas nos grandes cenários internacionais. Elas se manifestam também nas relações cotidianas, nos ambientes digitais, nos comentários apressados, nas fake news, na ironia que fere, no silêncio que exclui. A comunicação pode alimentar essas pequenas e grandes guerras, mas pode também ser mediação, ponte e reconciliação.

Trazemos conosco o legado recente do Jubileu, que nos recorda que a esperança não decepciona. Essa esperança se traduz em escolhas concretas: comunicar com responsabilidade, buscar a verdade com rigor, evitar o sensacionalismo e apostar em narrativas que ajudem as pessoas a compreender melhor o mundo — e a si mesmas.

Nesse caminho, destacamos com gratidão o protagonismo dos jovens comunicadores que constroem a Agência SIGNIS. Jovens que trazem novas linguagens, sensibilidade social, inquietações legítimas e desejo de transformação. Eles não são apenas colaboradores, mas parte essencial da identidade da Agência e do modo como entendemos a comunicação hoje.

Aos veículos de comunicação católicos, aos comunicadores, às comunidades e a cada pessoa que nos acompanha, reafirmamos nosso compromisso: a Agência SIGNIS seguirá sendo um espaço de informação, reflexão e formação, a serviço da verdade. Uma verdade que não divide, mas orienta; que não alimenta o ódio, mas sustenta a esperança; que contribui, concretamente, para a construção da paz.

Que este ano nos ajude a redescobrir que comunicar é, também, um modo de cuidar das relações, da sociedade, do nosso presente e futuro! 

Avante!

Sobre o autor

Ronnaldh Oliveira

Graduado em Filosofia pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL), Ator (DRT 55603/SP) Jornalista e Repórter Cinematográfico (Estácio de Sá - MTB 90923/SP), Pós graduado em Influência Digital: Conteúdo e Estratégia pela PUC-RS, Pós graduado em Gestão de Comunicação e Mídias Digitais (Anhembi Morumbi). Especialista em Juventudes pela Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre.

Atua há mais de dez anos na evangelização e acompanhamento de jovens. Está membro da equipe nacional do projeto Missionários Digitais da CNBB e assessora dioceses, congregações e instituições em temas ligados à missão, cultura digital, acompanhamento espiritual de jovens, acompanhamento vocacional na internet e Inteligência Artificial.. Está coordenador da SIGNIS Brasil Jovem no triênio (2026-2028), como também editor-chefe da Agência de Notícias SIGNIS para o mesmo triênio.